A “Semana do Meio Ambiente UFSC 2023” será realizada entre 29 de maio e 3 de junho de 2023.
O evento, já consolidado no calendário estadual e com forte participação da sociedade, será gratuito e aberto a comunidade.
Diante das problemáticas ambientais atuais, acreditamos que as universidades são ambientes propícios para promover a conscientização, discussão e reflexão sobre a temática em tela. O evento tem como objetivo o fomento da sustentabilidade por meio de Ecotalks, palestras, oficinas, visitas técnicas, mostra científica, entre outras atividades.
Nossa intenção é realizar um grande evento, com todas as atividades gratuitas e abertas à comunidade universitária e ao público em geral.
E o melhor: as atividades são gratuitas, abertas a toda a comunidade e com emissão de certificado. Acesse a programação completa no PDF.
As servidoras da Coordenadoria de Gestão Ambiental (CGA), a bióloga Bianca Romeu e a química Paula Silva, realizaram uma palestra sobre a destinação ambiental adequada aos resíduos perigosos na Pós-Graduação da Farmacologia da UFSC na última semana.
O tema da apresentação focou em educar os estudantes, professores e técnicos dos laboratórios acerca da forma correta de descarte dos resíduos perigosos, ou seja, materiais não reutilizáveis que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente, por isso a relevância do debate.
Bianca Romeu, bióloga e servidora da Coordenadoria de Gestão Ambiental, informando sobre o descarte adequado aos resíduos perigosos na Pós Graduação de Farmacologia | Foto: Arquivo Pessoal
Esse encontro partiu de um convite do grupo da Pós-Graduação da Farmacologia, localizado no Centro de Ciências Biológicas. Ao longo da palestra, as servidoras explicaram o procedimento de separação, acondicionamento, armazenamento e destinação ambientalmente adequada de resíduos perigosos, os quais se dividem entre químicos (reagentes químicos utilizados no laboratórios) e infectantes (vírus, bactérias, pessoas anatômicas, sangue).
“Nós ensinamos a maneira de como agir, pois a de separação inadequada dos resíduos pode causar acidentes dentro dos laboratórios, danos à saúde e impactos negativos ao meio ambiente se não for bem gerido”, diz Paula, química da Coordenadoria de Gestão Ambiental.
Na UFSC, o descarte é realizado por uma empresa contratada e a destinação dos resíduos varia de acordo com a classificação. Os infectantes geralmente vão ao aterro sanitário. Em alguns casos, passam por um processo de neutralização previamente para “deixar menos infectante”, ou são incinerados antes do despejo nos aterros. Quanto aos químicos, são transportados a um abrigo temporário pelas empresas privadas onde são analisados e definidos a melhor forma de descarte, que podem ser aterros industriais ou valas sépticas, que são escavações impermeabilizadas a serem cobertas por resíduos.
A Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC tem o papel de fiscalizar todo o processo, desde a coleta até a destinação. O grupo gerencia os contratos de coleta, transporte, armazenamento temporário de resíduos e verificam possíveis inadequações dos grupos residuais pelo grau de perigo na transportação.
Bianca, bióloga e servidora da CGA, informa que para solicitar a coleta é necessário cadastrar-se no sistema de coletas da UFSC através do site gestaoderesiduos.ufsc/br. Além disso, lá também se encontra o calendário atualizado com os locais e datas, que ocorrem três vezes na semana para os infectantes e uma vez no mês em cada laboratório da Universidade para resíduos químicos. Locais não listados como pontos oficiais ocorrem por meio de agendamento através do site, que também informa procedimentos e informações gerais de transporte e manejo dos resíduos.
O boletim divulgado na última segunda-feira (10) pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE) registra sinais de alerta para os casos de dengue em Santa Catarina. Desde o início do ano, foram contabilizadas 44.908 suspeitas da doença, um aumento de 21,9% ao mesmo período em relação a 2022.
O Estado já ultrapassa a casa dos 10 mil casos e 10 óbitos confirmados, sendo uma dessas mortes registrada no bairro da Trindade, em Florianópolis, região que abriga o maior campus da UFSC. Entre os municípios mais afetados pela dengue estão Joinville, Florianópolis, Palhoça e São José totalizando cerca de 40% dos casos confirmados no Estado, o que os levaram a decretar situação de emergência. Em dois desses municípios temos campus da UFSC, o que reforça a necessidade de protocolos e medidas preventivas no Campus e no seu entorno.
Equipe da Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC na realização de vistorias na universidade em combate ao mosquito Aedes aegypti. Foto: Arquivo pessoal
Segundo o professor especializado na área de parasitologia e entomologia do Laboratório de Transmissores de Hematozoários da UFSC, Dr. Carlos Pinto, o aumento dos casos de dengue decorre do clima favorável à reprodução do mosquito e também pelo fator adaptativo. “Embora já tenha iniciado no outono, as temperaturas seguem altas, o que favorece a reprodução do inseto. Por se reproduzir rapidamente, o mosquito tem a capacidade de se adaptar a ambientes que não eram comuns antigamente”, afirma Carlos Pinto.
A dengue é uma doença viral transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Basta o mosquito picar uma pessoa contaminada que ele passa a ser o transmissor da doença.
A melhor prevenção é eliminar os criadouros do mosquito. Sua reprodução ocorre por meio do depósito de ovos em locais com água parada, suja ou limpa, como: caixas d’água abertas, vasos de planta, vasos sanitários abertos e sem uso, pneus e resíduos que possam acumular água. Entre sete e dez dias o ovo vira um mosquito adulto, que vive em média cerca de 45 dias, podendo em sua existência contaminar até 300 pessoas.
Os sintomas da dengue incluem febre, dor de cabeça e muscular, vômitos e cansaço. Vale salientar que a doença pode evoluir a casos graves, ocasionando a óbito. Caso haja sinais de alerta, como sangramentos, pressão baixa, e dores abdominais pode ser indicativo de uma versão mais grave da doença. Em ambos os casos a recomendação é procurar uma unidade de saúde mais próxima e hidratar-se.
Como eliminar criadouros da dengue na UFSC
Todas as pessoas da comunidade universitária têm a responsabilidade de ajudar na prevenção da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, eliminando ou denunciando locais com água parada no campus da UFSC. Desde 2015, a UFSC possui uma Comissão de Combate à Dengue, que realiza diversas ações para prevenir a doença, incluindo educação ambiental, vistorias técnicas e recebimento de denúncias.
Se você identificar pontos de acúmulo de água durante sua passagem pelo campus, recomendamos que tome a iniciativa de eliminá-los. Por exemplo, se houver resíduos com água no chão, recolha-os e descarte-os em uma lixeira apropriada. Se não for possível, tire fotos e envie as imagens com a localização para o e-mail evitedengue@contato.ufsc.br, canal responsável pelo direcionamento dos casos r
elacionados à dengue na UFSC.
Além disso, a Coordenadoria de Gestão Ambiental realiza vistorias regulares nos locais da universidade para identificar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Entre
2022 e 2023 a Coordenadoria de Gestão Ambiental realizou 125 vistorias em mais de 40 setores da UFSC.Caso você identifique um ponto com água parada no campus ou deseje uma inspeção em alguma área específica, pode solicitar uma vistoria enviando um e-mail para evitedengue@contato.ufsc.br ou ligando para 3721-4227. A equipe responsável irá avaliar a solicitação e agendar a inspeção, se necessário. A colaboração de toda a comunidade é fundamental para combater a proliferação da dengue, que tem causado tantos danos a todos nós.
Fontes: Boletim da dengue Santa Catarina. Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, 2023. Disponível em :<https://dive.sc.goDENGUE – DIVEv.br/index.php/dengu>. Acesso em: 10 de abril de 2023.
Confira o vídeo feito para prevenção ao mosquito Aedes aegypti, elaborado pela Coordenadoria de Gestão Ambiental em parceria com a Agecom: