
Greta Thunberg em seu protesto na frente do Parlamento. (Reprodução: Elle)
Fridays for Future (ou Greve das Escolas pelo Clima) é uma iniciativa estudantil em defesa do clima, ou seja, contra o aquecimento global. Seu principal objetivo é garantir que o Acordo de Paris e os alertas do IPPC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU) sejam cumpridos, além de lembrar os governantes que medidas devem ser tomadas com urgência para que o aumento temperatura global não ultrapasse 1,5°C ao ano.
O movimento começou no ano passado com Greta Thunberg, uma estudante sueca de 16 anos que decidiu não frequentar a escola por vinte dias (de 20 de agosto até 9 de setembro, dia das eleições gerais na Suécia), depois de ondas de calor e incêndios no país. A menina pedia que o governo da Suécia reduzisse as emissões de carbono, de acordo com o Acordo de Paris, e protestou sentando do lado de fora do Parlamento todos os dias, durante o horário escolar, com o sinal de “Skolstrejk för klimatet” (escola de greve para o clima). “Para quê ir à escola estudar sobre o futuro se estão acabando com ele”, indaga ela.
Após as eleições gerais, ela continuou a greve somente nas sextas-feiras, o que ganhou atenção mundial. Protestos semelhantes foram organizados em diversos países, como na Holanda, Alemanha e na Austrália, onde milhares de estudantes foram inspirados por Thunberg, e já fizeram greves em três sextas-feiras – ignorando os comentários do Primeiro-Ministro Scott Morrison que criticavam os protestos: “mais de aprendizagem nas escolas e menos ativismo”. Thunburg já participou da manifestação Rise for Climate (Erga-se pelo clima), em Bruxelas, da COP24 (Conferência do Clima da ONU), e no Fórum Econômico Mundial, na Suíça. Esse mês, ela foi indicada ao Nobel da Paz por três políticos noruegueses.
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Allisson Castro durante a apresentação
A Coordenadoria de Gestão Ambiental participou da recepção dos calouros do Centro de Filosofia e Ciências Humanas do primeiro semestre de 2019. O evento aconteceu durante toda a terça-feira, dia 12, no auditório do CFH e foi organizado pela direção do Centro. O objetivo principal das palestras era apresentar as diversas áreas da Universidade para os recém chegados.
A apresentação da manhã foi ministrada pelo graduando em Geografia Luiz Leal e pela servidora Gabriela Zampieri, e a tarde pelo biólogo e servidor da CGA, Allisson Castro. As falas da Coordenadoria tiveram como objetivo mostrar as suas áreas de atuação, apresentar o UFSC Sustentável e o Plano de Logística Sustentável da UFSC, bem como orientar sobre práticas sustentáveis na Universidade relacionadas a economia de energia, papel e água, e como realizar a coleta seletiva solidária na UFSC. A intenção foi estimular os alunos a participarem dos eventos e projetos relacionados a sustentabilidade, além de refletirem sobre suas ações na Universidade, de maneira que sejam realizadas com consciência e sob o olhar da sustentabilidade. Também foi apresentado o Projeto de Recuperação do Bosque do CFH e de que maneira os novos alunos poderiam participar.
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A ONU lançou essa semana o sexto Panorama Ambiental Global, onde alerta que, se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século. O estudo foi produzido por 250 cientistas de mais de 70 países e lançado na Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, em Nairóbi.
A publicação também anuncia que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência a antibióticos se torne a maior causa de mortes até 2050, e com que disruptores endócrinos – substâncias químicas que alteram a forma natural de comunicação do sistema endócrino (ou hormonal) – afetem a fertilidade humana, assim como o desenvolvimento neurológico infantil.
No entanto, o estudo destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros necessários para seguir um caminho de desenvolvimento mais sustentável, embora ainda falte apoio do público, das empresas e de líderes políticos.
Clique aqui para ver a matéria completa da ONU Brasil.

Imagem feita por satélite de Iquitos, no Peru, em meio à Floresta Amazônica. (Reprodução ONU Brasil)